Lamine Yamal continua a se afirmar como uma das grandes figuras da Copa do Mundo de 2026 e, antes do duelo das quartas de final contra a Bélgica, deixou elogios rasgados a Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, falou da confiança que a vitória sobre Portugal trouxe à seleção da Espanha e admitiu que ainda sente que pode render muito mais no torneio.
Em entrevista ao jornal catalão Mundo Deportivo, o jovem extremo começou por destacar a longevidade dos dois maiores nomes da última geração. “Incrível. Todo mundo sabe quem é o Messi, mas ninguém esperava o nível tão alto que está apresentando. Fico muito feliz por ele. Fico feliz também pelo Neymar e pelo Cristiano. Marcaram a infância de todos os que estamos jogando agora. Tudo o que de bom lhes acontecer será bom para mim.”
Vitória sobre Portugal foi fundamental
Questionado sobre o duelo das oitavas de final contra Portugal, Yamal destacou a importância do trabalho coletivo e, em particular, da missão que teve diante de Nuno Mendes. “Era muito importante ajudar na defesa, sobretudo no jogo contra Portugal. Tanto no ataque como na defesa tinham um jogador muito importante, dos mais influentes da equipe. Tentei ajudar a equipe ao máximo, tanto a atacar como a defender.”
O internacional espanhol acredita ainda que eliminar Portugal pode representar um ponto de viragem na caminhada da seleção orientada por Luis de la Fuente. “Dá-nos muita confiança. Para mim, Portugal era uma das três melhores seleções deste Mundial e conseguir eliminá-los dá-nos muita confiança para o jogo com a Bélgica. Mas sabemos que cada partida é diferente e que, num Mundial, está tudo muito equilibrado.”
Exigente consigo mesmo
Apesar do destaque que tem merecido ao longo da competição, Yamal garante que continua longe do nível que pretende atingir. “Acho que posso ser melhor. Sou muito exigente comigo próprio. O que faço nunca é suficiente. Nunca disse: ‘Está bom’. Nem no Barcelona atingi os meus objetivos, por isso agora também não.”
O extremo abordou ainda um eventual duelo nas semifinais contra França ou Marrocos, dois adversários especiais para si. “Temos boas recordações da França e seria muito especial jogar contra Marrocos. O bom é que são duas grandes seleções. Quem vier, vamos tentar ganhar e chegar à final.”
Por fim, confessou que também usa as críticas como combustível. “Sim. Levo-as como algo positivo. Há dias em que penso: ‘Não percebo porque dizem isto’. Mas quando estás bem, todo mundo tem de se calar.”