Rui Borges confirma ausência, elogia FC Porto e não tira Benfica da corrida: «No futebol já vi de tudo»

O treinador do Sporting, Rui Borges, proferiu várias declarações, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo frente ao Gil Vicente, agendado para esta sexta-feira, às 18:45, em Barcelos, a contar para a 17.ª jornada da Liga.

Confira aqui as declarações do técnico leonino na íntegra:

Gil Vicente: “É uma equipa que está a fazer um trabalho extraordinário. Fez uma primeira volta com recorde pontual, muito bem organizada em todos os momentos do jogo, bem trabalhada, com dinâmicas conhecidas. É uma equipa muito competitiva e intensa, que vai variando a pressão. Acredito que possam alterar um pouco a sua abordagem ofensiva e defensiva, mas deverão tentar manter um bloco médio, bem dinâmico, à espera dos timings certos para pressionar. Com bola, são muito dinâmicos e fortes ofensivamente. Por isso, é uma equipa muito equilibrada e será um jogo difícil, num campo onde o Sporting costuma ter algumas dificuldades. Temos de olhar para nós e fazer tudo para superar um bom Gil Vicente”.

Desejos para 2026: “Pedi saúde, para mim e para os meus. É a única coisa que peço sempre. A felicidade está nas pequenas coisas, e se tivermos os nossos bem, está tudo bem. O resto é trabalho. Se tivermos saúde, faremos tudo para sermos felizes no nosso trabalho”.

Profundidade do plantel do Sporting: “A minha prioridade é recuperar os jogadores que estão indisponíveis e contar com os que regressam da CAN assim que possível. Se tiver toda a gente disponível, fico satisfeito com o que tenho. Não estou à procura de nada nem de ninguém. Precisamos de todos para sermos mais fortes”.

Três desejos profissionais para o novo ano: “Não sei bem responder. O meu desejo é continuar no Sporting. Estou muito feliz onde estou, num grande clube. O resto é trabalho, acreditar no que fazemos e querer ficar na história do Sporting. Sabemos que não vamos ganhar sempre, mas isso não muda o facto de sermos uma grande equipa e uma equipa técnica competente”.

Melhor equipa a jogar futebol em Portugal: Para mim é fácil: será sempre a minha. Quem vai em primeiro é o FC Porto, que está a fazer uma grande época e não tiro mérito a isso. Mas olho sempre para a minha equipa como a melhor, mesmo que estivesse em 15.º lugar”.

Luis Suárez ou Gyökeres? “São jogadores diferentes, que oferecem coisas distintas à equipa. O Viktor marcou a história do Sporting e do campeonato português, e acredito que o Luis também vai deixar a sua marca, tanto no clube como a nível nacional. Sou um sortudo por ter trabalhado com o Viktor e agora trabalhar com o Luis e o Fotis, que são dois grandes avançados, muito alinhados com a nossa ideia de jogo”.

Cuidados pedidos aos jogadores na passagem de ano: “Não pedi nada em especial. Eles sabem da responsabilidade que têm… são profissionais. Não sou polícia. Sabem o que podem ou não fazer. Não foi preciso dar conselhos ou avisos, pois são grandes profissionais e sabem que vem aí um mês exigente, com algumas baixas”.

Objetivo é a dobradinha? “O Sporting quer ganhar todos os troféus, quer estar em todas as finais, e vamos fazer muito por isso.

Se será a dobradinha ou não, dependerá do nosso trabalho. Acima de tudo, queremos disputar todos os troféus, mais do que pensar na “dobradinha”, o foco é o nosso desempenho e a ambição de vencer sempre”.

Benfica segue na luta? “Sim, continua a ser candidato ao título. Na época passada, estiveram a oito pontos e recuperaram, chegaram à frente… Falta muito campeonato. Se mantiverem o rigor e a consistência, continuarão na luta. O FC Porto está a fazer uma grande primeira volta, mas o Benfica mantém-se na corrida. No futebol já vi de tudo. A margem é pequena… nós temos é de fazer a nossa parte, mais do que nos preocuparmos com os outros”.

Mercado: “O mais importante é recuperar os meus jogadores. Não estou obcecado com nenhuma posição. Se houver alguma adição, será numa perspetiva de futuro, não por necessidade imediata. O essencial é o plantel estar focado e confiante”.

Pablo de saída do Gil Vicente: Para nós, equipa técnica, não muda nada. O Pablo tinha regressado agora, mas se não jogar ele, jogará o Varela, que já fez alguns jogos. São jogadores diferentes, mas ambos com qualidade. O Varela fez uma grande época na equipa B do Benfica, está a crescer e tem muito potencial. Independentemente de quem jogue, o Gil Vicente é um coletivo muito bem trabalhado e será difícil de bater. Temos de estar super concentrados e ligados”.

Ausências: “Há o Blopa de fora, também por lesão”.

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