Rui Borges, treinador do Sporting, apresentou esta segunda-feira a antevisão para a segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, frente ao Bodo/Glimt, marcada para terça-feira às 17h45 em Alvalade.
O técnico reconheceu a dificuldade de recuperar de uma desvantagem de 3-0, mas mostrou confiança na capacidade de resiliência da equipa e na determinação em marcar a história do clube. Segundo Borges, um único jogo não define a qualidade do Sporting e a equipa pretende dar uma nova imagem, procurando um desempenho quase perfeito.
O treinador deixou ainda uma mensagem de apoio aos adeptos, destacando o papel decisivo que estes podem ter: se há lugar e equipa capazes de protagonizar algo extraordinário, é o Sporting e a sua massa associativa.
Rui Borges comentou também que a renovação contratual não é uma prioridade para si, sublinhando que a sua atenção está totalmente focada em alcançar feitos notáveis com os jogadores, que considera merecedores de todo o reconhecimento.
No capítulo de lesões, Luís Guilherme sofreu uma entorse no último treino e a sua participação na partida ainda está em avaliação.
Questionado sobre as críticas após a primeira mão, Borges destacou que a exigência é natural num clube como o Sporting e que os jogadores, ao longo da época, demonstraram a qualidade da equipa. Sobre o Bodo/Glimt, o treinador admitiu que a surpresa não esteve na força do adversário — que já derrotou equipas de topo — mas na incapacidade do Sporting de responder com intensidade suficiente. A equipa vai agora tentar corrigir isso, procurando marcar golos sem sofrer, numa abordagem mais ambiciosa e equilibrada.
Sobre comentários sobre falta de ambição em jogos de maior exigência, Borges defendeu o trabalho da equipa, recordando que o Sporting é uma das equipas mais fortes ofensivamente em Portugal, que se destacou em casa e conseguiu um 7.º lugar histórico na Liga dos Campeões, superando expectativas.