O Arsenal regressou, na tarde deste sábado, aos triunfos na Premier League quatro jogos depois, ao vencer o Leeds, por 0-4, num encontro em que voltou a mostrar toda a sua eficácia, sobretudo nas bolas paradas e na forma como explora os momentos de transição ofensiva. A equipa de Mikel Arteta respondeu à pressão no topo da tabela e deixou claro que continua firme na corrida pelo título, apesar de o resultado final ser excessivo face ao que a formação da casa produziu.
A deslocação a Elland Road começou, ainda assim, com um contratempo inesperado para os londrinos. Bukayo Saka lesionou-se no aquecimento e foi rendido por Noni Madueke, obrigando Arteta a reajustar o plano inicial. Do outro lado, o Leeds apresentou-se com uma estrutura defensiva sólida, alternando entre uma linha de três centrais e um bloco de cinco homens atrás sempre que precisava de defender, procurando depois explorar a velocidade de Brenden Aaronson nas transições. A primeira ocasião de perigo pertenceu, aliás, à equipa da casa, com Ethan Ampadu — formado no Arsenal — a rematar ligeiramente por cima da trave.
Com o passar dos minutos, o Arsenal foi assumindo o controlo do jogo. A partir dos 25 minutos, empurrou o Leeds para junto da sua área, muito por força do bom desempenho de Madueke no corredor direito. Foi precisamente o extremo inglês a desenhar o cruzamento perfeito para o primeiro golo da noite, apontado por Martín Zubimendi, que assim somou o quarto tento na Premier League. O líder encontrava finalmente o caminho para a vantagem num jogo que se tornava cada vez mais fechado.
O segundo golo surgiu pouco depois e voltou a ter origem numa bola parada, uma das imagens de marca da equipa de Arteta. Na sequência de um canto, a bola foi colocada na área e acabou por ser o guarda-redes Karl Darlow a introduzi-la na própria baliza, aumentando a vantagem dos visitantes antes do intervalo.
No segundo tempo, o Leeds arriscou mais e tentou reentrar na discussão do resultado, beneficiando de algum relaxamento do Arsenal. Os londrinos até podiam ter resolvido mais cedo a partida, mas, aos 50 minutos, Viktor Gyökeres desperdiçou uma oportunidade flagrante ao permitir a defesa do guarda-redes adversário quando surgia isolado. O falhanço deu ânimo à equipa da casa, que cresceu no jogo e conseguiu chegar com algum perigo à área adversária.
Contudo, a eficácia do Arsenal acabou por ser decisiva. Martinelli liderou dois contra-ataques rápidos e, ao minuto 69, subiu pelo flanco esquerdo e cruzou para Gyökeres, que, no coração da área, não desperdiçou e assinou o 0-3. Foi o sexto golo do internacional sueco na Premier League, que o isola como melhor marcador da equipa esta temporada.
É ele, o homem da máscara 🎭 Gyökeres
— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) January 31, 2026
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Já perto do final, Gabriel Jesus ainda teve tempo para deixar a sua marca e fechar as contas em 0-4, um resultado que não espelha totalmente o equilíbrio do encontro, mas que sublinha a capacidade do Arsenal em ser letal nos momentos-chave.
Com este triunfo, os londrinos acertam o passo no campeonato e reforçam a mensagem para os rivais: o Arsenal continua determinado em segurar o primeiro lugar e não abdica de lutar até ao fim pelo título.