O Painel de Incidentes-Chave da Premier League considerou correta a decisão da equipa de arbitragem em não assinalar grande penalidade sobre Amad Diallo, no empate entre o Manchester United e o Bournemouth.
O lance gerou polémica, depois de o avançado dos “red devils” ter caído na área na sequência de um contacto com Adrien Truffert. Apesar das dúvidas, o árbitro Stuart Attwell mandou seguir o jogo e, na mesma jogada, o Bournemouth chegou ao empate por Ryan Christie, aos 67 minutos.
O vídeoárbitro, liderado por Craig Pawson, analisou a situação e concluiu que não existia um erro claro e óbvio, decisão que foi agora validada pelo painel. Ainda assim, a votação foi dividida (3-2), com a maioria a entender que o contacto não teve intensidade suficiente para justificar a marcação de penálti, apesar de reconhecerem algum risco na ação do defesa.
Dois dos elementos do painel discordaram, considerando a abordagem de Truffert antidesportiva e defendendo a marcação da grande penalidade. Apesar dessa divergência, houve consenso quanto à não intervenção do VAR, considerada adequada face ao critério exigente para reverter decisões em campo.
Após o encontro, o Manchester United apresentou uma queixa formal junto do organismo responsável pela arbitragem em Inglaterra, mostrando desagrado com o lance. A insatisfação aumentou após um penálti assinalado já perto do fim, na sequência de uma falta de Harry Maguire sobre Evanilson, que permitiu ao Bournemouth fixar o 2-2.
Bruno Fernandes foi uma das vozes críticas, questionando a coerência das decisões: “Ou são os dois penáltis ou nenhum é. Não percebo porque o VAR não interveio em nenhum dos lances.”