Mundial 2026: primeiras definições com surpresas na fase de grupos

Canadá vê festa estragada pela Suíça, Brasil evolui com Vini Jr., e África do Sul surpreende. México é o único com campanha perfeita.

A festa estragada dos anfitriões e a juventude que dá provas

O Canadá liderava o Grupo B e preparava uma grande festa como anfitrião, mas viu os planos frustrados pela Suíça. Depois de um começo ruim, a equipe suíça não adormeceu novamente e venceu os canadenses na última rodada. O que salvou o time foi o surgimento de Johan Manzambi, um dos grandes candidatos a jogador revelação do torneio. Diante do Canadá, foi titular e resolveu o jogo no início da segunda etapa, marcando um gol e dando uma assistência para Ruben Vargas.

A festa canadense só se concretizou pela metade. O primeiro lugar garantiria jogar a próxima fase em Vancouver, ainda em casa. Agora, a viagem para Los Angeles trará desafios logísticos. Sem Ismael Koné, lesionado, o técnico Jesse Marsch também abdicou de Stephen Eustáquio, apostando em Mathieu Choinière e Nathan-Dylan Saliba, com menos estrutura. Promise David, mais uma vez saindo do banco, mudou o jogo e marcou.

A Bósnia e Herzegovina garantiu sua vaga com uma vitória por 3 a 1 sobre o Catar, numa fase de transição entre gerações. O grande destaque foi o jovem Kerim Alajbegovic, de 18 anos, mostrando irreverência e sem medo do adversário. Ele marcou um dos gols da competição e iniciou a jogada do segundo gol.

Para o Catar, o Mundial 2026 já terminou. O ponto conquistado na primeira rodada foi histórico, o primeiro da história do país na prova, mas surgiu mais por demérito suíço. A goleada sofrida para o Canadá deixou marcas e, diante da Bósnia, a exibição foi novamente sofrível, mesmo com um pouco de Akram Afif.

Protagonistas, regressos e mudanças no Grupo C

O Brasil foi de menos a mais na fase de grupos. Começou com um empate decepcionante contra Marrocos, mas terminou com duas vitórias consecutivas por 3 a 0, mostrando maturidade e evolução coletiva. Carlo Ancelotti fez ajustes, deu protagonismo a novas caras e enquadrou perfeitamente sua maior estrela.

Vinicius Júnior passou de questionado a inequivocamente o grande destaque da seleção brasileira, marcando e acrescentando em todos os jogos. Coletivamente, ninguém encaixa tão bem ao seu lado quanto Matheus Cunha. No meio-campo, Casemiro fixou-se como elemento mais recuado, apoiado por Bruno Guimarães e Lucas Paquetá.

O Brasil consegue alternar bem a pressão, não se incomodando em esperar mais recuado, mas subindo linhas rapidamente quando o adversário erra. Tanto Cunha quanto Rayan, que parece ter ganho a vaga com a lesão de Raphinha, são máquinas de pressão à disposição de Ancelotti.

A Escócia sonhava em pontuar para selar a qualificação, mas cometeu muitos erros na saída de bola e foi goleada por 3 a 0. Agora espera por um milagre, precisando de uma vitória por 1 a 0 contra o Haiti.

Marrocos, sabendo que dependia do placar do Brasil, precisava somar dois gols. Entrou em campo de forma estranha, quase como se tudo estivesse resolvido. No fim, a vitória por 4 a 2 sobre o Haiti chegou, mas a seleção ficou empatada por longos períodos e chegou a estar em desvantagem duas vezes. De positivo, ficaram as exibições de Achraf Hakimi e Ismael Saibari.

O Haiti deixa uma boa imagem, tentando sempre competir com sua ideia de jogo, uma linha defensiva subida e buscando criar situações de ataque. Marcou dois gols contra Marrocos na despedida, com Wilson Isidor marcando um gol para as compilações.

Como começar e como acabar no Grupo A

Surpreendentemente, a África do Sul, que teve uma estreia desequilibrada e sofrível contra o México, terminou o grupo em segundo lugar, se classificando. O time dos *Bafana Bafana* fez um torneio em crescendo. Após uma postura conservadora na estreia, uma reação na segunda partida e, na última rodada, uma vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul no seu esplendor, com um 4-2-3-1 bem definido para explorar espaços nas costas do adversário.

Thapelo Maseko marcou o gol da vitória, e Evidence Makgopa, testado como referência, correspondeu bem. É uma das seleções mais carismáticas da competição e se descobriu a tempo.

A Coreia do Sul, por outro lado, fez um torneio em sentido descendente. Começou revertendo uma desvantagem para vencer, passou por dificuldades contra o México e foi inferior à África do Sul. Nem Lee Kang-in nem Hwang In-beom foram capazes de resolver, e as opções do banco, como Son Heung-min, não chegaram como boas notícias.

O México foi a primeira seleção a garantir um apuramento perfeito, com 100% de aproveitamento e registro defensivo impecável. Jogando em casa, só nos quartos de final terá de se afastar do apoio da torcida. A goleada por 3 a 0 sobre a Chéquia na segunda etapa foi galvanizadora.

O registro do México é sólido e pragmático, com superioridade clara contra adversários de nível inferior. No último jogo, com rotação, surgiram boas exibições de Jorge Sánchez e Roberto Alvarado pelo lado direito, além de Luis Romo no meio-campo. Entre os menos utilizados, Mateo Chávez e Gilberto Mora impressionaram, especialmente Mora, com leitura de jogo e capacidade de passe impressionantes.

A Chéquia foi apontada como uma das seleções mais frágeis do Mundial 2026, provavelmente a mais fraca na relação entre qualidade individual e coletiva. Defensivamente, dependia demais de atuações individuais, e no ataque não foi além de lançamentos laterais. O técnico Miroslav Koubek mudou demais de um jogo para o outro, e a equipe foi eliminada cedo.

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