Ídolo do Palmeiras e da Seleção Brasileira
O ex-futebolista João Leiva Campos Filho, conhecido como Leivinha, faleceu na última quinta-feira aos 76 anos, vítima da doença de Alzheimer. O atacante foi uma figura emblemática do Palmeiras na década de 1970, integrando o célebre time conhecido como a Segunda Academia.
Homenagem do clube
Em nota oficial, o Palmeiras lamentou a perda de ‘um dos grandes ídolos’ do clube e descreveu Leivinha como um ‘craque com os pés e a cabeça’, um ‘símbolo da Segunda Academia, que encantou o Brasil na primeira metade da década de 1970’. O comunicado destaca ainda seu legado como ‘um meio-atacante de toques rápidos e excelente finalização’, que se encontra entre os 15 maiores artilheiros da história do clube e entre os cinco com mais gols pelo clube no Campeonato Brasileiro. Ao serviço do Palmeiras, Leivinha disputou 267 jogos e marcou 108 gols.
Trajetória vitoriosa
Sua carreira começou aos 15 anos em Lins, São Paulo, antes de se transferir para a Portuguesa em 1966, onde suas exibições lhe valeram a mudança para o Palmeiras em 1971. No Verdão, conquistou o bicampeonato brasileiro (1972 e 1973) e o bicampeonato paulista. Suas atuações levaram-no a representar a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1974.
Passagem pela Europa e aposentadoria precoce
Após o torneio, Leivinha foi para a Espanha representar o Atlético de Madrid, onde conquistou o Torneio Ramón de Carranza, derrotando o Real Madrid na final, e foi campeão espanhol em 1977. Sua carreira, no entanto, seria encurtada por problemas físicos, levando-o a se aposentar aos 29 anos, quando representava o São Paulo.
Marcado por um lance polêmico
A carreira de Leivinha ficou também marcada por um dos erros de arbitragem mais notórios do futebol brasileiro. Em uma rodada decisiva do Campeonato Paulista de 1971, marcou um gol de cabeça totalmente legal contra o São Paulo, mas o árbitro Armando Marques anulou o lance, alegando que o jogador tinha usado a mão.