Ineficiência ofensiva do FC Porto agrava-se após lesão de Samu

A falta de eficácia na finalização voltou a marcar presença no desempenho do FC Porto, desta vez frente ao Nottingham Forest, em jogo da UEFA Europa League, onde os dragões desperdiçaram várias oportunidades claras e saíram penalizados no resultado, num encontro recente que expôs fragilidades já evidentes desde o início de fevereiro, altura em que Samu contraiu lesão.

Logo nos primeiros minutos da partida, Terem Moffi, Borja Sainz e Deniz Gul tiveram nos pés ocasiões flagrantes para colocar os azuis e brancos em vantagem na eliminatória. A incapacidade para converter essas oportunidades acabou por impedir um desfecho mais favorável, apesar de um volume ofensivo que justificava outro resultado. O cenário reacende dúvidas sobre a consistência dos homens da frente, sobretudo no momento decisivo.

Os números confirmam a quebra de rendimento no ataque. Desde a ausência de Samu, autor de 20 golos na temporada, apenas metade dos avançados disponíveis conseguiu marcar. Nos últimos 11 encontros, o FC Porto apontou 20 golos, sendo que só 10 tiveram assinatura de jogadores da linha ofensiva. William Gomes lidera esse registo com cinco tentos, seguido por Pietuszewski, com três, e Moffi, que soma dois.

Em sentido inverso, há jogadores que atravessam um período prolongado sem marcar. Pepê, presença habitual no onze inicial, não festeja desde 18 de dezembro. Poucos dias depois, a 22 do mesmo mês, Borja Sainz assinou os seus últimos golos, numa partida em Alverca. Já Deniz Gul, que assumiu maior protagonismo após a lesão de Samu, não marca desde 22 de janeiro, num jogo em Plzen. Apesar de ser valorizado por Francesco Farioli pelo contributo coletivo, o avançado turco tem revelado dificuldades no aspeto mais determinante da sua função.

Moffi, reforço de inverno, também não escapa à análise. Embora tenha marcado por duas vezes, o impacto ainda é reduzido. O primeiro golo surgiu já perto do fim frente ao Arouca, com o resultado praticamente decidido, enquanto o segundo aconteceu diante do Estugarda, num momento relevante. Ainda assim, soma já cinco jogos consecutivos sem marcar, tendo sido titular em três deles. No encontro mais recente, no Estádio do Dragão, acabou por ser alvo de contestação dos adeptos no momento da substituição.

No meio deste cenário, William Gomes destaca-se como exceção. O extremo brasileiro mantém regularidade na finalização e já soma 13 golos na temporada, assumindo-se como o segundo melhor marcador da equipa. A sua média, com um golo a cada 139 minutos, contrasta com as dificuldades sentidas pelos restantes companheiros de ataque.

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