Histórico recente é dominado pelo Brasil
Com a segunda rodada da fase de grupos da Copa América em andamento, um dos jogos desta madrugada é o reencontro entre Haiti e Brasil. Olhando para o histórico oficial, a história é curta: apenas três duelos, todos vitórias expressivas do Brasil: 4-0 em 1974, 0-6 em 2004 e 7-1 na Copa América de 2016.
A vitória esquecida do Haiti em 1999
Contudo, uma pesquisa mais aprofundada revela uma vitória do Haiti sobre uma equipe brasileira em 1999. O fato ocorreu na extinta Copa do Caribe, um torneio regional. Na época, para dar maior notoriedade à competição, a União de Futebol das Caraíbas (CFU) convidou o Brasil, então tetracampeão mundial. A CBF aceitou o convite, mas enviou sua seleção Sub-20, alegando questões estratégicas: conflito de datas com a Copa América de 1999, preparação para o Mundial Sub-20 que aconteceria um mês depois, e a consideração de que o torneio era menor e não traria benefícios técnicos.
O caminho até o confronto
A seleção brasileira Sub-20, que contava com jovens como Fábio Rochemback, ficou no Grupo B ao lado de São Cristóvão e Neves, Cuba e Haiti. A equipe começou com uma vitória por 5-0 sobre São Cristóvão e Neves, mas perdeu para Cuba por 1-0. Na terceira e decisiva rodada, Brasil e Haiti precisavam vencer para avançar às semifinais.
O jogo e o resultado histórico
Houve pouca cobertura midiática do jogo, mas algumas publicações detalham que o Haiti conseguiu uma vitória histórica por 4 a 3. Os gols do Brasil foram marcados por De Souza, Da Silva e Alessandro Salvino. Pelo Haiti, marcaram Gabriel Michel, Wilson Chevalier e Patrick Tardieu, uma das maiores figuras da história do futebol haitiano. Falta informação sobre o autor do quarto gol haitiano.
O depoimento de uma lenda
Patrick Tardieu, hoje com 58 anos e primeiro jogador haitiano a atuar na MLS, relembrou o jogo em entrevista. Ele descreveu a jogada de seu gol, um cruzamento de Tigana, e a sensação estranha de marcar contra um time que admira. “Eu amo o Brasil”, disse Tardieu, atribuindo essa admiração a uma herança cultural dos anos 70.
O desafio atual
Tardieu reconhece a força da atual seleção brasileira, citando nomes como Endrick e Estevão, que vão dificultar a vida do Haiti. Sobre o próximo confronto entre as seleções principais, na Copa América, ele afirmou: “Eu reivindico: nós vencemos o Brasil. Nós os deixamos de joelhos. A 24 de junho, quando os defrontarmos, apesar de eu os amar, vamos tentar deixá-los de joelhos novamente. Seria incrível”.