O Governo do Gabão anunciou, esta quinta-feira, um conjunto de medidas drásticas na sequência da eliminação da seleção nacional na fase de grupos da Taça das Nações Africanas, a decorrer em Marrocos. Depois de três derrotas consecutivas no Grupo F, o executivo decidiu demitir toda a equipa técnica, suspender a seleção por tempo indeterminado e afastar dois jogadores, entre os quais Pierre-Emerick Aubameyang.
A prestação gabonesa na CAN’2025 terminou sem qualquer ponto somado, após desaires frente aos Camarões (1-0), Moçambique (3-2) e Costa do Marfim (3-2), resultados que precipitaram a intervenção do Ministério da Juventude, Desporto, Divulgação Cultural e Artes.
Em comunicado oficial, o Governo detalha as decisões tomadas na sequência do afastamento precoce da competição. “O Governo decide a dissolução do corpo técnico, a suspensão da seleção nacional até novo aviso, e a exclusão dos jogadores Bruno Ecuélé Manga e Pierre-Emerick Aubameyang”, lê-se na nota divulgada esta quinta-feira.
O executivo gabonês classifica a campanha na prova como “desonrosa” e exige ainda que a Federação Gabonesa de Futebol “assuma toda a responsabilidade” pelos resultados obtidos no torneio continental.
Bruno Ecuélé Manga, de 37 anos, exercia funções de capitão da seleção, enquanto Aubameyang, vice-capitão, é a principal referência do futebol gabonês. O avançado representa atualmente o Marselha e conta com um percurso internacional marcado por passagens por clubes como Arsenal, Borussia Dortmund e Barcelona.
A seleção do Gabão era orientada por Thierry Mouyouma desde 2023. O técnico, enquanto jogador, teve uma passagem pelo futebol português, tendo representado Leixões e Felgueiras ao longo da sua carreira.