A Fórmula 1 está a avaliar alternativas para os Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita, agendados para abril de 2026, devido à crescente instabilidade no Médio Oriente provocada pelo recente conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão. A situação coloca em risco a realização das corridas e obriga a gestão da F1 a estudar planos de contingência para evitar uma lacuna no calendário.
As provas estão marcadas para 12 e 19 de abril, respetivamente, e estão sob forte escrutínio. Tanto a FIA como a direção da Fórmula 1 afirmam que estão a “monitorizar de perto” a situação geopolítica. Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, reforçou que a “segurança e o bem-estar guiarão” qualquer decisão.
A situação já teve impacto prático, com o cancelamento de um teste de pneus da Pirelli com a McLaren e a Mercedes no Circuito Internacional do Bahrein. Felizmente, todo o pessoal envolvido encontra-se em segurança.
Esta não é a primeira vez que conflitos na região afetam o desporto motorizado: em 2011, o GP do Bahrein foi retirado do calendário devido a agitação política interna. Em 2022, o GP da Arábia Saudita esteve perto de ser cancelado após ataques com mísseis perto do circuito de Jeddah durante os treinos livres.
Caso o cancelamento se confirme, a F1 pretende substituir uma ou ambas as corridas por circuitos europeus. Entre as alternativas surge o Circuito do Algarve, em Portimão, que estava previsto regressar ao calendário apenas em 2027, mas é agora visto como uma das opções mais fortes para 2026, segundo o Racingnews365.