Rúben Amorim foi despedido na manhã desta segunda-feira do comando técnico do Manchester United, numa decisão que surge após várias semanas de tensão interna e divergências quanto à política desportiva do clube.
Apesar de ter mantido a equipa nos lugares cimeiros da Premier League e na luta pelo acesso à Liga dos Campeões, o treinador português nunca escondeu o descontentamento com a falta de apoio no mercado de transferências. Amorim considerava ter cumprido a sua parte, mesmo num contexto marcado por lesões e ausências frequentes, mas sentia que a estrutura não correspondeu às necessidades identificadas para reforçar o plantel.
A ausência de contratações, nomeadamente para o meio-campo, acabou por acentuar o desgaste da relação com a direção. As declarações firmes do técnico após o empate frente ao Leeds, em que assumiu frontalmente a sua posição e criticou o funcionamento interno do clube, terão pesado na decisão final.
Com a saída de Amorim, o Manchester United entra agora num novo período de indefinição, estando já em cima da mesa soluções de transição para o comando técnico, numa altura em que o futuro desportivo do clube volta a ficar envolto em incerteza.