Extremo argentino quebra silêncio sobre a sua saída do Manchester United

Alejandro Garnacho quebrou o silêncio sobre a sua saída do Manchester United, reconhecendo que o processo foi emocionalmente difícil e admitindo que também teve responsabilidade no desfecho. O extremo argentino, agora ao serviço do Chelsea após uma transferência de 45 milhões de euros no último verão, confessou ter cometido erros durante o período em que Rúben Amorim orientava a equipa.

A passagem do jogador de 21 anos por Manchester terminou num ambiente tenso, na sequência de um conflito muito mediático com o treinador português. Garnacho tornou-se uma das figuras de maior instabilidade no balneário, recorrendo várias vezes às redes sociais para manifestar o seu descontentamento, o que acabou por acelerar a decisão do clube em autorizar a sua mudança para Stamford Bridge.

Numa entrevista à Premier League, o internacional argentino fez uma reflexão sobre os meses que antecederam a sua transferência para Londres. “Lembro-me de que, na última meia dúzia de meses no Manchester United, não estava a jogar ao meu nível habitual. Passei a ficar mais vezes no banco, o que, embora não seja algo negativo tendo em conta que tinha 20 anos, na minha cabeça eu achava que tinha de jogar sempre”, explicou.

O jogador assumiu também que parte dos problemas surgiu devido às suas próprias atitudes, incluindo publicações nas redes sociais. “Talvez a culpa também tenha sido minha, comecei a fazer algumas coisas erradas. Mas pronto, foi uma fase da vida e às vezes temos de tomar decisões. Estou orgulhoso por continuar na Premier League, num clube deste nível”, acrescentou.

Apesar do final complicado, que incluiu publicações provocatórias feitas pelo seu irmão e o próprio jogador a ser visto com uma camisola do Aston Villa com o nome de Marcus Rashford, Garnacho garante que não guarda ressentimentos. Quando questionado se a saída de Old Trafford o magoou, respondeu afirmativamente: “Sim, talvez sim, porque eu amava aquele clube. Deram-me confiança desde o início, quando cheguei de Espanha para a formação, depois para a equipa principal. Foram quatro ou cinco anos com um enorme carinho de todos, dos adeptos e do estádio. Tudo era muito bom.”

Ainda assim, o extremo considera que a mudança foi necessária. “Por vezes temos de mudar para o bem da nossa vida ou para dar o próximo passo. Só levo boas memórias do Manchester United”, concluiu.

A adaptação ao Chelsea, contudo, não tem sido fácil. Com dificuldades em impor-se sob o comando de Liam Rosenior, que sucedeu a Enzo Maresca em janeiro, Garnacho tem somado poucos minutos e marcou apenas um golo na Premier League esta temporada. A quebra de rendimento já levanta dúvidas sobre o investimento avultado feito pelo clube londrino, que o contratou até 2032.

Esta fase menos positiva já despertou o interesse de outros clubes. Surgiram relatos de um possível empréstimo, com o treinador do River Plate, Eduardo Coudet, alegadamente a ter contactado o jogador para discutir uma cedência por uma época, um cenário que seria difícil de imaginar há dois anos, quando era visto como uma das maiores promessas do Manchester United.

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