O presidente da Associação de Futebol Argentino, Claudio Tapia, foi formalmente acusado pelas autoridades judiciais do país de alegada evasão fiscal, num processo que envolve igualmente outros responsáveis ligados à estrutura do futebol argentino.
De acordo com a investigação, estão em causa possíveis irregularidades relacionadas com contribuições para a segurança social e incumprimento fiscal, num esquema que terá causado prejuízos estimados em cerca de 19 mil milhões de pesos (aproximadamente 11,8 milhões de euros). Além de Tapia, outros quatro dirigentes foram constituídos arguidos, sendo também a federação visada enquanto entidade coletiva.
Em reação, a AFA rejeitou quaisquer irregularidades, apontando o caso como parte de uma alegada pressão política associada às propostas do presidente da Argentina, Javier Milei.
No centro da controvérsia está a intenção do governo de reformular o modelo dos clubes, atualmente estruturados como associações sem fins lucrativos, para sociedades anónimas, uma mudança que tem gerado forte oposição no meio futebolístico e que colide com os regulamentos da federação.
A contestação já teve impacto direto nas competições, com os clubes a avançarem para uma greve que levou ao adiamento de jogos do principal campeonato argentino.