O empréstimo de Aaron Anselmino ao Borussia Dortmund terminou seis meses antes do previsto, após o Chelsea ter acionado uma cláusula contratual que lhe permitia chamar o jogador de volta a Londres de forma unilateral. A decisão dos blues apanhou de surpresa a estrutura do clube alemão e gerou forte descontentamento.
O jovem defesa-central argentino, de 20 anos, tinha chegado a Dortmund no verão passado por empréstimo válido por uma temporada completa. No entanto, apesar de estar contratualmente protegido, o Chelsea optou por interromper a cedência, uma decisão que, segundo o jornal alemão Bild, deixou os dirigentes do Dortmund «atónitos» e «furiosos».
De acordo com a mesma fonte, o principal motivo da irritação prende-se com a ausência de comunicação prévia. O Chelsea não terá dado qualquer sinal de que pretendia resgatar Anselmino, deixando o emblema da Bundesliga com apenas uma semana — até ao fecho do mercado a 2 de fevereiro — para encontrar uma alternativa para o eixo defensivo.
Apesar de ter somado apenas 10 jogos com a camisola do Dortmund, Anselmino vinha a causar boa impressão internamente, ao ponto de o clube alemão ponderar avançar para a sua contratação definitiva no final da época. Ainda assim, o acordo de empréstimo não incluía qualquer opção de compra.
Formado no Boca Juniors, Anselmino conta apenas com uma presença na equipa principal do Chelsea, como suplente utilizado no Mundial de Clubes. O seu regresso a Londres surge num contexto de muitas limitações defensivas no plantel londrino, fortemente afetado por lesões ao longo da temporada.
Levi Colwill e Tosin Adarabioyo continuam indisponíveis, o que reduz significativamente as opções de Enzo Maresca para o centro da defesa. Neste momento, Benoît Badiashile, Trevoh Chalobah e Wesley Fofana surgem como as principais alternativas, com Jorrel Hato também a ser utilizado na posição, embora seja visto prioritariamente como lateral-esquerdo.