Aleksander Čeferin analisou a falhada qualificação da seleção italiana para o Mundial de 2026, deixando críticas às condições estruturais do futebol no país e afastando responsabilidades diretas do presidente da federação, Gabriele Gravina.
Em entrevista à Gazzetta dello Sport, o presidente da UEFA recorreu à sua experiência pessoal para enquadrar o momento vivido pela Itália: “Quando era presidente da Federação Eslovena de Futebol, dizia sempre ao treinador: “Se ganhar, você e os jogadores serão os heróis. Se perder, a culpa recairá sobre nós os dois”. Isto não é, de forma alguma, culpa do Gabriele [Gravina, presidente da FIGC], e eu não me atreveria a criticar nem os jogadores nem o treinador. Talvez os políticos italianos devessem perguntar-se por que razão a Itália tem uma das piores infraestruturas de futebol da Europa”, começou por afirmar.
O dirigente esloveno foi ainda mais longe ao abordar a organização do Euro 2032, atribuído a Itália, deixando um aviso claro quanto às condições existentes: “O Euro 2032 está agendado e irá realizar-se: espero que as infraestruturas estejam prontas. Caso contrário, o torneio não se realizará em Itália”.
Čeferin voltou a manifestar apoio a Gravina, que também exerce funções como vice-presidente da UEFA, e apontou a relação entre futebol e política como um dos principais entraves ao desenvolvimento competitivo da seleção italiana: “A Itália é uma das maiores potências do futebol e voltará ao topo. O maior problema do futebol italiano é a relação entre a política do futebol e a política normal. Se todos se alinhassem, em breve voltariam a ser campeões europeus e mundiais. E se as mesmas pessoas continuarem assim, negativas, as coisas no futebol vão correr terrivelmente mal”, concluiu.