O treinador do SC Braga, Carlos Vicens, destacou, este sábado, a consistência defensiva do FC Porto na antevisão ao duelo da 27.ª jornada da Primeira Liga, agendado para domingo, às 20:30, no Estádio Municipal de Braga, apontando à necessidade de maior eficácia ofensiva da sua equipa para discutir o resultado.
Na conferência de imprensa, o técnico espanhol reconheceu o valor do adversário, líder do campeonato, sublinhando os números apresentados pelos dragões, que somam a melhor defesa da prova, com apenas 10 golos sofridos, e dividem com os minhotos o número de golos marcados (52).
“Se é a prova que os ataques ganham jogos e as defesas ganham campeonatos? As cifras das outras equipas não nos preocupam em demasia, preocupam-me as nossas. Sem dúvida que temos que melhorar, em tudo, no processo, na nossa pressão alta, nas bolas paradas, conceder menos golos e gerar mais para estarmos mais perto de ganhar jogos, mas não na próxima temporada, já nesta”, afirmou.
Carlos Vicens antecipou um encontro exigente, frente a uma equipa que considera completa e difícil de contrariar.
“Jogo difícil: sabemos que os números que o FC Porto tem em todas as competições são por mérito próprio, é uma equipa agressiva, difícil, com registos defensivos extraordinários e a quem é muito difícil ganhar”.
O treinador bracarense realçou ainda o trabalho coletivo dos portistas no momento defensivo, assim como as características físicas e a rapidez nas transições, apontando à necessidade de uma resposta intensa da sua equipa.
“Na área rival vamos ter que ser agressivos e eficazes na hora de concretizar as ocasiões que vamos criar. Espero que sejamos nós próprios, que mostremos uma grande versão nossa e, com um ambiente extraordinário, entrar com energia e com vontade de ganhar”, disse.
Ambas as equipas chegam ao encontro depois de garantirem presença nos quartos de final da Liga Europa, com o SC Braga a afastar o Ferencváros e o FC Porto a eliminar o Estugarda, sendo que os dragões tiveram menos tempo de recuperação.
Ainda assim, Carlos Vicens relativizou o impacto desse fator, considerando reduzida a diferença no descanso entre os dois conjuntos.
“Com o Sporting foi diferente porque eles jogaram a meio da semana e nós não, e isso faz muita diferença, agora são só 24 horas de diferença, não acho que seja por aí. Houve alguns jogadores que acabaram tocados (na quarta-feira), também estava muito calor e o tipo de jogo que tivemos que fazer. Vamos ver quantos jogadores vão repetir (a titularidade) nas equipas, acho que no FC Porto serão dois ou três”, anteviu.
O treinador deixou também uma palavra sobre a chamada de Ricardo Horta à seleção, considerando natural a convocatória face ao rendimento apresentado.
O SC Braga, quarto classificado com 46 pontos e menos um jogo, recebe o líder FC Porto, que soma 69, num encontro com arbitragem de António Nobre, da Associação de Futebol de Leiria.