A organização do Grande Prémio da Austrália de Fórmula 1 garantiu que o caos nos transportes aéreos provocado pelo conflito no Médio Oriente não terá impacto na corrida de abertura da temporada da Fórmula 1, agendada para o próximo fim de semana, em Melbourne.
O diretor da prova, Travis Auld, afirmou esta segunda-feira que, apesar das perturbações, “todos estarão cá, prontos para a corrida”, assegurando que os adeptos não notarão qualquer diferença. A confiança mantém-se mesmo depois de cerca de mil membros do pessoal da F1, incluindo pilotos e elementos das equipas, terem sido obrigados a reagendar os seus voos.
A perturbação global no tráfego aéreo foi desencadeada por um ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, no passado sábado, que originou retaliações na região e afetou rotas cruciais através do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos.
Para contornar a situação, estima-se que cerca de 500 dos funcionários afetados, maioritariamente baseados na Europa, serão transportados em três voos ‘charter’. “As últimas 48 horas exigiram algum “reajuste de voos”, admitiu Auld, explicando que a responsabilidade logística foi assumida pela Fórmula 1. “Da minha perspetiva, está tudo resolvido agora”, acrescentou.
O responsável australiano sublinhou ainda que não há motivos para preocupação, uma vez que todo o material necessário já se encontra no local. “Toda a carga está aqui e pronta a ser utilizada. Estamos realmente confiantes de que não haverá impacto”, afirmou, em declarações à emissora australiana Channel Nine.
Um porta-voz da F1 desvalorizou igualmente a situação, lembrando que as próximas corridas no Bahrain (12 de abril) e na Arábia Saudita (19 de abril) só terão lugar dentro de várias semanas. “As nossas próximas três corridas são na Austrália, na China e no Japão”, referiu, acrescentando que a organização continua a monitorizar de perto a evolução da tensão no Médio Oriente, não estando, ainda assim, descartados eventuais ajustes ao calendário caso a situação se prolongue.