O futebol italiano continua em turbulência após a eliminação da seleção nacional do Mundial de 2026, resultado da derrota nos play-offs frente à Bósnia e Herzegovina.
Pouco depois de Gabriele Gravina ter anunciado a sua demissão do cargo de presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), função que ocupava desde 2018, Gianluigi Buffon decidiu também deixar as suas funções no organismo.
«Agora que o presidente Gravina optou por sair, sinto-me livre para agir de acordo com a minha responsabilidade», afirmou Buffon, justificando o adeus. «Apesar do trabalho realizado com Gattuso e a sua equipa técnica, o objetivo principal era levar a Itália de volta ao Mundial, o que não conseguimos alcançar.»
O antigo guarda-redes explicou ainda que procurou desempenhar as suas funções como um elo de ligação entre os vários escalões jovens da seleção, ajudando a estruturar um projeto que, desde as camadas jovens até à sub-21, pudesse fortalecer a formação nacional. «Consegui integrar algumas figuras experientes neste projeto, mas cabe a quem de direito avaliar a qualidade dessas escolhas», acrescentou.
Com a saída de Gravina, foi marcada uma assembleia eleitoral extraordinária para 22 de junho, onde será escolhido o novo presidente da FIGC. A Itália falha assim a presença na fase final do Mundial pela terceira vez consecutiva, não marcando presença no torneio desde 2014.