Três semanas após a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti falou sobre o período pós-competição. Em entrevista ao Globo Esporte, ele admitiu que a decepção pela queda em um Mundial é mais difícil de superar.
“Não foi um período fácil, por causa da tristeza e da decepção da derrota. É uma derrota diferente, porque é uma derrota numa Copa do Mundo. Não se tem tempo, como num clube, de reagir, de recuperar. E a derrota fica dentro [de você] por mais tempo”, afirmou.
Mudança geracional anunciada
Ancelotti foi claro ao declarar o fim de uma geração dentro da seleção. “Com este Mundial, termina uma geração de jogadores muito importantes. Começando por Neymar. Passando por Danilo, Casemiro, todos esses jogadores que na Copa do Mundo tinham mais de 30 anos”, disse o treinador.
Ele já traça os próximos objetivos. “Vamos mapear os novos jogadores que possam entrar, não digo na próxima Copa de 2030, mas que possam já ser competitivos no primeiro objetivo, que é a Copa América de 2028.”
Transição sem ruptura total
Apesar da renovação, Ancelotti não pretende uma mudança radical no elenco. “Não vou dizer que vou mudar todos os 26. Vamos manter alguns jogadores importantes, que podem seguir com a linha de trabalho, como o Marquinhos, para dizer um nome. Mas a ideia é mudar, apostar numa nova geração”, explicou.
Compromisso com o Brasil e recusa à Itália
O técnico também comentou sobre um possível interesse da seleção italiana em sua contratação. “Houve um contato da federação, mas não é um problema de contrato, é de compromisso. Eu tenho um compromisso com o Brasil. Quero continuar a trabalhar e a seguir com a Seleção”, finalizou Ancelotti, reafirmando sua permanência no comando da equipe canarinha.
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