Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, recebeu uma suspensão de dois jogos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A punição é consequência de um incidente ocorrido durante o empate com o Mirassol, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, quando o português chutou um microfone próximo à linha lateral.
Com a suspensão, Abel Ferreira não poderá comandar o Palmeiras nos próximos jogos do Brasileirão, contra Botafogo e São Paulo.
No mesmo processo, o árbitro João Vitor Gobi, o quarto árbitro Roger Goulart e o profissional do VAR Ilbert Estevam da Silva foram absolvidos. Eles haviam sido denunciados por omissão na penalização ao treinador. A denúncia foi considerada com falhas que impediam efeitos legais, por ser baseada em hipóteses, e a equipe de arbitragem alegou não ter visto o incidente.
Durante o julgamento, o advogado de defesa do Palmeiras, Osvaldo Sestário, pediu que o árbitro João Vitor Gobi permanecesse como testemunha. Questionado, Gobi negou ter visto o chute de Abel no microfone. Ele explicou que estava concentrado na fase final da partida e com as costas voltadas para o banco.
A defesa argumentou que Abel Ferreira é “uma pessoa muito doce, mas um tipo sanguíneo dentro de campo” e pediu o arquivamento da denúncia ou a conversão de uma suspensão de um jogo em multa. A votação dos auditores do STJD não foi unânime: um votou pela absolvição e outro por suspensão de um jogo. No entanto, o voto decisivo de Pedro Gonet Branco, que considerou a reincidência de Abel, elevou a pena para duas partidas, com base no Artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O auditor Rodrigo Buzzi acompanhou esse voto.