Foco em todas as frentes
Após o empate sem gols contra o Santos, que garantiu a classificação do Palmeiras para as semifinais da Copa do Brasil, o técnico Abel Ferreira afirmou que o time não vai desistir de nenhum título. “Estamos em todas, não vamos abdicar de nenhuma. Vamos arriscar tudo o que temos para arriscar”, disse, destacando a rara condição de disputar todas as competições em alto nível.
Ele também comentou sua busca por equilíbrio tático: “O treinador procura sempre o equilíbrio entre ataque e defesa. Adoro quando dizem que o Palmeiras não é bom em nada… Quero não ser bom em nada, mas ser equilibrado em tudo.”
Defesa da paixão e elogio à arbitragem
Questionado sobre a denúncia do STJD por ter chutado um microfone, Abel Ferreira defendeu sua postura intensa. “Eu vivo intensamente, não vou mudar isso. A minha intenção é só uma: melhorar o futebol brasileiro”, declarou, lembrando que foi multado, mas não suspenso, por ato similar na CONMEBOL, e que já foi punido com oito jogos pelo STJD no passado. “Eu não matei ninguém. Já disse, eu vivo o futebol intensamente.”
O treinador ainda fez elogios ao árbitro da partida, Davi de Oliveira Lacerda, classificando-o como o tipo de profissional que o futebol brasileiro precisa: “Jovens com caráter, que não se deixam afetar por um ambiente vibrante.” Ele contou que recebeu um cartão amarelo, reclamou, mas depois se desculpou com o árbitro.
Apoio a Vitor Roque e sem reforços
Sobre o jovem atacante Vitor Roque, que passa por má fase, Abel Ferreira pediu cuidado. “Ele é um miúdo que precisa de muito carinho e estamos a cuidar dele”, afirmou, lembrando a pressão que o jogador suportou no ano passado. No entanto, deixou claro que a responsabilidade final é do atleta: “Agora, quem tem de fazer pela vida é ele.”
Sobre o mercado de transferências, o técnico foi taxativo: o Palmeiras não vai contratar por contratar. “Não vamos buscar por buscar se não há jogadores que se enquadrem no critério da nossa presidente. Se não há, vamos apostar no que temos”, explicou, finalizando com uma reflexão: “O maior risco na vida é não arriscar. Foi o que fiz quando atravessei o Atlântico para o Brasil.”