Mourinho não garante permanência e antecipa dérbi com o Sporting: «Um dérbi é um dérbi»

O treinador do Benfica, José Mourinho, realizou, este sábado, a antevisão ao dérbi frente ao Sporting, agendado para domingo, às 18h00, no Estádio José Alvalade, em encontro decisivo na fase final da Primeira Liga. O técnico encarnado abordou o jogo, o momento da equipa e vários temas ligados à competição e ao contexto interno do clube.

Sobre a importância do encontro, o técnico começou por sublinhar a natureza do dérbi e a ausência de necessidade de motivação adicional.

«Um dérbi é um dérbi. Não há necessidade de motivação extra, independentemente de classificações e objetivos. Trata-se de um jogo importante, mas se fosse no verão, no torneio do Algarve, seria sempre um dérbi também. Gosto de o jogar, sei das dificuldades, mas sei do prazer que é jogar jogos desta dimensão. Os objetivos são os de sempre: ganhar e respeitar a essência de um dérbi. São dos jogos que menos me preocupam a nível motivacional».

Quanto à escolha do onze inicial, Mourinho foi direto na resposta, recusando revelar qualquer detalhe.

«Não dou. O Rui também não dá a dele. Se quisesse trocar, eu trocava sem problema. Não vejo grande vantagem em esconder ou não, mas não vou dar. Eventualmente, não haverá surpresas que justifiquem secretismo».

Na análise ao percurso do Benfica na Primeira Liga, o treinador fez uma leitura extensa dos resultados, sublinhando a existência de empates com diferentes leituras.

«Há muitas maneiras de olhar para ela. Já disse que há empates que não fazem do Benfica maior do que aquilo que é. Há empates que, pelo contrário, foram sentidos como derrotas. Desperdiçámos vitórias nos últimos minutos, com o Casa Pia não fizemos um bom jogo. Temos outros empates que nos sentimos prejudicados e que teriam sido vitórias se não fôssemos prejudicados».

Mourinho acrescentou ainda uma visão mais ampla sobre o desempenho da equipa e o contexto competitivo.

«De uma maneira objetiva, diria que uma equipa que não está, nem nunca esteve, à frente do campeonato, precisa de ser resiliente, séria, honesta e respeitadora dos valores do clube e sentimentos dos adeptos. Esta equipa lutou sempre. Se não ganho, não perco, mas vamos com tudo até ao fim de cada jogo. O lado negativo é olharmos para jogos como Santa Clara e Rio Ave em casa, o Casa Pia fora, e percebermos que são pontos perdidos. Temos os mesmos pontos que o Benfica tinha na época passada à mesma jornada, mas o FC Porto tem mais 17 pontos do que tinha então. As classificações refletem o mérito de todos. Não temos feito uma época boa, porque no Benfica épocas boas dão campeonatos, mas preferia menos empates e mais vitórias».

Sobre a continuidade no clube, o treinador relativizou qualquer garantia futura: «Como posso dizer uma coisa dessas? Não depende só de mim, é óbvio. Um treinador, um jogador, um diretor de imprensa, um fisioterapeuta, ninguém pode garantir nada a 10 anos».

No plano físico do plantel, confirmou boas notícias relativamente a Fredrik Aursnes e Tomás Araújo. «O Aursnes treinou a semana toda e está bem para jogar. Vai jogar. O Tomás treinou sem limitações e está em condições de jogar».

Mourinho comentou ainda a ideia de jogos grandes pouco intensos, discordando dessa leitura. «Não estou de acordo. Houve jogos com quatro golos, jogos com domínio alternado, jogos muito intensos. Nem todos foram iguais e houve partidas muito competitivas e abertas».

Sobre a condição de Ríos, explicou que não há grande preocupação. «Está bem. Não pareceu nada preocupante. Tenho medo de músculos e joelhos, menos de tornozelos. Não treinou no início da semana, mas a partir daí treinou a full time».

Quanto ao impacto do dérbi na luta pelo campeonato, o treinador rejeitou cenários definitivos.

«É o jogo da matemática. Se não ganharmos, será possível matematicamente, mas apesar de me terem trucidado pelo meu pragmatismo continuo a repetir que uma coisa é a matemática pura e outra é o pragmatismo dos números. Se não ganharmos, vamos dar tudo, vamos atrás. Se deixar de ser matematicamente possível, vamos atrás da história do clube, mas ficaria muito mais difícil. Prefiro ser otimista e pensar que podemos ganhar amanhã».

Questionado novamente sobre o futuro, respondeu com ironia. «Qual impasse? Já falei disso várias vezes. Não garanto que fico? Garante que fica na RTP na próxima época?».

Sobre a confiança na vitória em Alvalade, Mourinho mostrou convicção, mas também respeito pelo adversário. «Faz-me acreditar na nossa história. Somos uma equipa difícil para qualquer adversário. Nenhuma equipa teve um jogo fácil contra nós. Mas o Sporting está a jogar muito bem, vem de grandes jogos na Liga dos Campeões e temos de reconhecer isso. Vai ser um jogo muito difícil, mas vamos para ganhar».

Relativamente à arbitragem de João Pinheiro, recusou qualquer comentário prévio. «Só critico depois dos jogos. Antes dou confiança total aos árbitros. Antes do jogo não digo nada».

Por fim, deixou uma leitura sobre o dérbi e a imprevisibilidade do encontro. «Dérbi é dérbi e não consigo imaginar o que pode acontecer. O que posso tentar fazer é reduzir ao máximo a imprevisibilidade de um jogo de futebol. Foi isso que fizemos durante a semana».

Partilhar:

Lista comandada por Ancelotti será revelada em 18 de maio no Museu do Amanhã; Brasil abre preparação em Teresópolis e joga amistosos antes do torneio
Gol de Hector Bellerín nos acréscimos impede vitória merengue, que segue 8 pontos atrás do líder Barcelona na La Liga.
Antigo internacional das 'Super Águias' sofreu paragem cardíaca em jogo amistoso na Nigéria. Federação de Futebol e ex-clubes prestam homenagens.
Com dois pênaltis de Ramón Sosa e gol de Felipe Anderson, time de Abel Ferreira avança na competição

NEWSLETTER

Assine a nossa newsletter e fique a par de todas as novidades

Aceito a inscrição na nossa newsletter.