Desacordo entre Mourinho e Rui Costa relativamente ao contrato pode marcar futuro do Benfica

O futuro de José Mourinho no comando do SL Benfica permanece envolto em incerteza, apesar de existir um contrato válido até 2026/27. O treinador português tem manifestado publicamente o desejo de continuar na Luz, mas pretende rever os termos do vínculo, algo que, segundo o jornal A Bola, não encontra, para já, abertura por parte da estrutura encarnada liderada por Rui Costa.

O presidente do Benfica tem reiterado que existe um acordo em vigor e que não há, neste momento, intenção de o alterar. Ainda assim, o treinador entende que um novo contrato seria uma prova de confiança da direção no seu trabalho, enquanto a administração encarnada considera que as condições atuais são suficientes para manter a estabilidade do projeto desportivo.

A situação ganha maior relevância num momento desportivo menos positivo, após o empate a uma bola frente ao Casa Pia, resultado que complicou a luta pelo primeiro lugar e pode ter afetado também a possibilidade de acesso direto à Liga dos Campeões. O cenário aumenta a pressão em torno do treinador, numa fase decisiva da época.

Em declarações recentes, Mourinho reforçou a vontade de continuar, embora tenha deixado claro que a decisão final pertence ao clube. O técnico chegou mesmo a admitir abertura para um contrato de longa duração, embora a sua intenção passe mais por um ajuste do vínculo do que por uma simples continuidade automática.

«Perguntaram diversas vezes ao presidente o que é que ia acontecer na próxima época relativamente ao treinador; ele já vos respondeu. Perguntaram a mim duas, três, quatro vezes se eu queria continuar no Benfica; eu disse sim, quero continuar. Perguntaram-me se o meu agente tinha dito que não sei quê; eu disse ‘não, sou eu que decido’. Perguntaram-me há uma semana atrás ou duas; eu disse que se me metessem um contrato de 10 anos para assinar, eu assinava. Perguntaram-me a seguir ao Casa Pia se eu queria continuar; eu disse que sim, que queria continuar», afirmou.

O treinador acrescentou ainda que a continuidade não depende de condições relacionadas com o investimento no plantel: «Depende só da vontade do clube, não depende de nenhuma condição da minha parte. Não importa o investimento na equipa.»

Finalmente, apesar da sintonia assumida entre as duas partes, o facto de não existir consenso quanto à renovação pode abrir espaço a dúvidas internas nas próximas semanas, sobretudo caso não haja aproximação de posições.

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