A Fundação do Futebol, da Liga Portugal, apresentou esta terça-feira o projeto ‘12.º Jogador’, uma iniciativa de âmbito nacional que pretende promover valores como o respeito, o fair-play e a responsabilidade no desporto.
O programa conta com a colaboração de várias entidades, entre as quais a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP).
Segundo a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o projeto integra a estratégia da Fundação do Futebol enquanto agente social e educativo, reforçando o papel do futebol na formação cívica das novas gerações e na promoção de uma vivência mais consciente do espetáculo desportivo.
Desenvolvido em articulação com o ‘Programa Escola Segura’, o ‘12.º Jogador’ terá como foco principal a comunidade escolar, em particular alunos do 3.º ciclo do ensino básico. Numa fase inicial, a iniciativa será implementada em escolas piloto, permitindo testar metodologias antes de uma expansão mais abrangente.
O projeto prevê ações dirigidas a alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, com sessões de sensibilização e reflexão sobre comportamentos dentro e fora dos estádios, contando com o apoio das forças de segurança e das entidades parceiras. Estão ainda previstas campanhas de prevenção e iniciativas com a presença de embaixadores da Liga e da mascote ‘O Ligas’, aproximando a mensagem dos mais jovens.
Entre as atividades, destaca-se também a ‘Carrinha da APAF: Arbitragem na Escola’, que proporciona uma experiência interativa sobre o papel dos árbitros, contribuindo para a valorização da arbitragem e para uma melhor compreensão do jogo.
O projeto inclui ainda a criação de conteúdos pedagógicos adaptados ao contexto escolar e mecanismos de monitorização que permitirão avaliar o impacto das ações e garantir a sua evolução.
Para o presidente da Liga, Reinaldo Teixeira, “o ‘12.º Jogador’ afirma uma visão clara: o futebol deve ser também uma ferramenta ativa de formação cívica. Levar esta mensagem às escolas é investir no futuro do próprio jogo, promovendo valores como o respeito, o ‘fair-play’ e a responsabilidade desde cedo”.
“Este é um esforço coletivo que ganha força na capacidade de diferentes entidades trabalharem com um propósito comum e com impacto real na sociedade”, acrescentou.